O que quis escrever aqui

No dia 5 de setembro, pretendia escrever um texto sobre meu bairro. Fiquei na vontade. A pauta era um contrato de pavimentação não cumprido. Depois da pressão da comunidade, a construtora resolveu respeitar o que assinou. Sinto isso: como fosse um prisioneiro preso na cela dos meus temores. Em vez do receio de sair e conquistar a liberdade, o medo de me expressar e provocar o outro. Tenho o mesmo pavor do personagem George Mcfly de De Volta Para o Futuro. Ele e eu temos medo de mostrar o que criamos, com um absoluto trauma de rejeição. O pai de Marty superou aquele monstro interno que tinha dentro dele, que o tornava recluso. Eu ainda não. Peço desculpa por esta autossabotagem. Hoje é um bom dia para recomeçar. O texto e, talvez, a terapia.


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